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DESSIIIK é um dos nomes mais interessantes da nova geração do trap underground de São Paulo. Criado na Irumu, comunidade da Guarapiranga, no extremo sul da cidade ele começou a se envolver com música ainda novo, aos 15 anos, e construiu sua trajetória no tempo certo: sem personagem, sem explosão artificial, sem fórmula repetida. Desde o começo, o que diferencia ele de muita gente da cena é uma coisa simples, mas rara: ele pensa a própria arte como um todo. Música, estética, imagem, conceito e presença sempre andaram juntos. Não como discurso bonito, mas como prática mesmo. Imagem Isso fica claro nos primeiros projetos. IKONE, UNIK, ü e 000.FM funcionam quase como um processo público de formação artística. Cada uma marca uma fase diferente: mudanças de sonoridade, testes de identidade, busca por timbre próprio e uma tentativa constante de entender quem ele é dentro da própria música. Não são trabalhos soltos jogados na pista, são partes de um caminho. Esse processo ganha outro peso quando, em 27 de setembro de 2022, ele lança o álbum IKONE. O projeto ultrapassa 1 milhão de streams de forma independente, mantendo uma estética totalmente underground, longe do padrão comercial que costuma ser exigido pra esse tipo de número. Não foi hit viral, não foi trend. Foi construção orgânica, de público real. Imagem Durante esse período da carreira, DESSIIIK também fez parte do coletivo MobTies e da gravadora TTF, uma movimentação mais coletiva do que profissional, sem contrato, sem vínculo de gravadora, mas como troca de vivência e aproximação com outros nomes da cena naquele momento… Quem acompanha mais de perto também percebe que muito da postura dele vem da forma como ele enxerga a própria caminhada. Em falas públicas, ele deixa claro que nunca tratou projeto como “juntar faixa e lançar”. Pra ele, projeto envolve tempo, envolve pensar capa, roupa, vídeo, conceito, universo. Ele fala de trabalhos que ficaram quase um ano em desenvolvimento, não só por música, mas por tudo que cerca a obra. E é daí que nasce uma crítica recorrente que ele faz à cena: tem muita coisa sendo lançada hoje, mas pouca coisa realmente pensada. Muito som tecnicamente correto, mas com pouca identidade, pouca intenção, pouco conceito. Imagem A própria construção do nome artístico também nasce desse mesmo lugar de identidade. Ele conta que, por volta de 2021, já fazia sons puxados pro rage quando quase ninguém ao redor entendia a proposta. Ele se sentia deslocado, visto como “doido” por acreditar em uma estética que ainda não era aceita pela maioria. A partir dessa sensação e dessa vivência, o nome surge como reflexo desse período, não como estética vazia, mas como parte da história. Imagem Quando fala de referências, dá pra entender melhor de onde vem essa visão. Ele cita RUDIES como alguém importante na formação dele, principalmente por ensinar sobre mercado, sobre postura profissional e por ter aberto portas no começo da caminhada. Cita também Derek, não só como influência musical, mas como exemplo de artista que construiu uma identidade tão forte que acabou moldando o som de uma geração inteira. E demonstra respeito por nomes como Alee, reconhecendo o valor artístico mesmo sem relação direta. Esse tema , identidade atravessa praticamente tudo que ele fala sobre música. Ele critica a lógica de seguir wave, de copiar estética que está funcionando, de fazer som pensando só em TikTok. Segundo ele, isso até pode gerar um momento de atenção, mas dificilmente sustenta uma carreira. Pra ele, quem não encontra a própria história acaba ficando preso em ciclos que passam rápido 0:01 / 10:10 O nome de DESSIIIK ganhou ainda mais força depois de 23 de novembro de 2025, data que ficou marcada na cena. Com o cancelamento do último dia do Festival Cena em São Paulo, artistas e público se mobilizaram em vários pontos da cidade. Um dos poucos eventos que realmente aconteceu foi o show do Matuê no Espaço Liv, onde DESSIIIK abriu a noite. A movimentação ficou conhecida na cena como o “Dia Nacional do Trap”. Pra ele, foi um momento marcante na trajetória. Imagem Essa visão fica ainda mais evidente na fase mais recente da carreira, marcada pelo lançamento de PSIIIKO RADIIIO, no Halloween de 2025. Esse projeto não chega com cara de “novo álbum”. Ele chega com cara de mudança de fase. A partir dali, o que antes já existia em partes, estética atmosfera, identidade, passa a ficar muito mais nítido. PSIIIKO deixa de ser só nome de projeto e começa a virar linguagem recorrente no som, no visual, na forma como o público se conecta com a obra. A sonoridade acompanha essa proposta. Os beats são mais secos, mais repetitivos, às vezes até desconfortáveis de propósito. Existe muito espaço, muita tensão, muita sensação de isolamento nas faixas. Não é um som feito pra tocar no fundo enquanto faz outra coisa. É som que pede atenção. Que conversa mais com quem vive a cena do que com quem só consome música por hábito. As referências estão ali — dá pra sentir elementos de plug, rage e estética digital underground mas tudo filtrado pela vivência dele. Não soa como alguém tentando reproduzir uma tendência de fora. Soa como alguém organizando o próprio universo criativo. Quando o PSIIIKO+ sai logo depois, a ideia de continuidade fica ainda mais clara. Não parece um “projeto bônus”, parece mais um desdobramento natural daquela fase. Isso mantém a estética girando, o nome vivo, o público engajado. E, no underground de hoje, consistência pesa mais que explosão. Imagem Ao mesmo tempo em que esse crescimento acontece dentro da bolha, o nome DESSIIIK começa a circular em espaços maiores. Surgem os rumores envolvendo a 30PRAUM. O feat com ele teria ficado de fora de Xtranho, mas ele aparece em clipes ligados ao projeto, marca presença no show de lançamento no Vale do Anhangabaú e, na época, o próprio Matuê responde um fã no Twitter dizendo que “não poderia falar sobre DESSIIIK naquele momento”. Desde então, a especulação só cresce. Read more on Last.fm. User-contributed text is available under the Creative Commons By-SA License; additional terms may apply.
DESSIIIK é um dos nomes mais interessantes da nova geração do trap underground de São Paulo. Criado na Irumu, comunidade da Guarapiranga, no extremo sul da cidade ele começou a se envolver com música ainda novo, aos 15 anos, e construiu sua trajetória no tempo certo: sem personagem, sem explosão artificial, sem fórmula repetida. Desde o começo, o que diferencia ele de muita gente da cena é uma coisa simples, mas rara: ele pensa a própria arte como um todo. Música, estética, imagem, conceito e presença sempre andaram juntos. Não como discurso bonito, mas como prática mesmo. Imagem Isso fica claro nos primeiros projetos. IKONE, UNIK, ü e 000.FM funcionam quase como um processo público de formação artística. Cada uma marca uma fase diferente: mudanças de sonoridade, testes de identidade, busca por timbre próprio e uma tentativa constante de entender quem ele é dentro da própria música. Não são trabalhos soltos jogados na pista, são partes de um caminho. Esse processo ganha outro peso quando, em 27 de setembro de 2022, ele lança o álbum IKONE. O projeto ultrapassa 1 milhão de streams de forma independente, mantendo uma estética totalmente underground, longe do padrão comercial que costuma ser exigido pra esse tipo de número. Não foi hit viral, não foi trend. Foi construção orgânica, de público real. Imagem Durante esse período da carreira, DESSIIIK também fez parte do coletivo MobTies e da gravadora TTF, uma movimentação mais coletiva do que profissional, sem contrato, sem vínculo de gravadora, mas como troca de vivência e aproximação com outros nomes da cena naquele momento… Quem acompanha mais de perto também percebe que muito da postura dele vem da forma como ele enxerga a própria caminhada. Em falas públicas, ele deixa claro que nunca tratou projeto como “juntar faixa e lançar”. Pra ele, projeto envolve tempo, envolve pensar capa, roupa, vídeo, conceito, universo. Ele fala de trabalhos que ficaram quase um ano em desenvolvimento, não só por música, mas por tudo que cerca a obra. E é daí que nasce uma crítica recorrente que ele faz à cena: tem muita coisa sendo lançada hoje, mas pouca coisa realmente pensada. Muito som tecnicamente correto, mas com pouca identidade, pouca intenção, pouco conceito. Imagem A própria construção do nome artístico também nasce desse mesmo lugar de identidade. Ele conta que, por volta de 2021, já fazia sons puxados pro rage quando quase ninguém ao redor entendia a proposta. Ele se sentia deslocado, visto como “doido” por acreditar em uma estética que ainda não era aceita pela maioria. A partir dessa sensação e dessa vivência, o nome surge como reflexo desse período, não como estética vazia, mas como parte da história. Imagem Quando fala de referências, dá pra entender melhor de onde vem essa visão. Ele cita RUDIES como alguém importante na formação dele, principalmente por ensinar sobre mercado, sobre postura profissional e por ter aberto portas no começo da caminhada. Cita também Derek, não só como influência musical, mas como exemplo de artista que construiu uma identidade tão forte que acabou moldando o som de uma geração inteira. E demonstra respeito por nomes como Alee, reconhecendo o valor artístico mesmo sem relação direta. Esse tema , identidade atravessa praticamente tudo que ele fala sobre música. Ele critica a lógica de seguir wave, de copiar estética que está funcionando, de fazer som pensando só em TikTok. Segundo ele, isso até pode gerar um momento de atenção, mas dificilmente sustenta uma carreira. Pra ele, quem não encontra a própria história acaba ficando preso em ciclos que passam rápido 0:01 / 10:10 O nome de DESSIIIK ganhou ainda mais força depois de 23 de novembro de 2025, data que ficou marcada na cena. Com o cancelamento do último dia do Festival Cena em São Paulo, artistas e público se mobilizaram em vários pontos da cidade. Um dos poucos eventos que realmente aconteceu foi o show do Matuê no Espaço Liv, onde DESSIIIK abriu a noite. A movimentação ficou conhecida na cena como o “Dia Nacional do Trap”. Pra ele, foi um momento marcante na trajetória. Imagem Essa visão fica ainda mais evidente na fase mais recente da carreira, marcada pelo lançamento de PSIIIKO RADIIIO, no Halloween de 2025. Esse projeto não chega com cara de “novo álbum”. Ele chega com cara de mudança de fase. A partir dali, o que antes já existia em partes, estética atmosfera, identidade, passa a ficar muito mais nítido. PSIIIKO deixa de ser só nome de projeto e começa a virar linguagem recorrente no som, no visual, na forma como o público se conecta com a obra. A sonoridade acompanha essa proposta. Os beats são mais secos, mais repetitivos, às vezes até desconfortáveis de propósito. Existe muito espaço, muita tensão, muita sensação de isolamento nas faixas. Não é um som feito pra tocar no fundo enquanto faz outra coisa. É som que pede atenção. Que conversa mais com quem vive a cena do que com quem só consome música por hábito. As referências estão ali — dá pra sentir elementos de plug, rage e estética digital underground mas tudo filtrado pela vivência dele. Não soa como alguém tentando reproduzir uma tendência de fora. Soa como alguém organizando o próprio universo criativo. Quando o PSIIIKO+ sai logo depois, a ideia de continuidade fica ainda mais clara. Não parece um “projeto bônus”, parece mais um desdobramento natural daquela fase. Isso mantém a estética girando, o nome vivo, o público engajado. E, no underground de hoje, consistência pesa mais que explosão. Imagem Ao mesmo tempo em que esse crescimento acontece dentro da bolha, o nome DESSIIIK começa a circular em espaços maiores. Surgem os rumores envolvendo a 30PRAUM. O feat com ele teria ficado de fora de Xtranho, mas ele aparece em clipes ligados ao projeto, marca presença no show de lançamento no Vale do Anhangabaú e, na época, o próprio Matuê responde um fã no Twitter dizendo que “não poderia falar sobre DESSIIIK naquele momento”. Desde então, a especulação só cresce. Read more on Last.fm. User-contributed text is available under the Creative Commons By-SA License; additional terms may apply.
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